Quando estudei no Rio em 2009, existia no país uma certa euforia. O mundo inteiro estava olhando para o Brasil com grandes olhos, vendo uma trajetória quase irrepreensível de ascensão como um país emergente e hoje em dia, parece que o olhar do mundo mudou um pouquinho, transformando a visão antes positiva e do ponto de vista francês, excessivamente negativo sobre o Brasil; passamos de um extremo para outro. As relações entre a França e o Brasil vão além desse cenário conjuntural. São dominadas por uma fascinação recíproca, uma atração irresistível e de uma porosidade cultural, intelectual reivindicada.

Nosso objetivo é mostrar as evoluções da relação da França e Brasil, para melhor entender as oportunidades e os desafios de uma parceria muito importante para o século XXI. A França ama tanto Brasil que até quis conquista-lo. Tivemos dois episódios de projetos e estabelecimentos franceses no Brasil; uma colônia francesa na Bahia de Guanabara no século XVI e outra incursão francesa no Brasil, no Maranhão. São Luís do Maranhão é a única capital do Brasil que foi estabelecida por outro país que não os portugueses. Por isso, a França tem uma presença marcante no nordeste do país. Esses projetos de coligação fracassaram, porém, o que a França não conseguiu com armas, conseguiu com o coração, com as ideias, com a cultura.

Mostrando concretamente a presença francesa no Brasil, hoje temos uma embaixada, três consulados gerais, três escolas francesas e mais de 30 mil franceses estabelecidos no Brasil, sendo 12 mil só em São Paulo e mais de 1 milhão de descendentes franceses no país. Isso parece pouco em relação a outras colônias europeias, como a da Alemanha, da Itália ou da Espanha, mas esses franceses estabelecidos no Brasil são os atores cotidianos da nossa relação bilateral. A França e o Brasil têm uma grande história e também um vínculo geográfico. A fronteira que a França compartilha com o Brasil na Guiana Francesa é a maior que compartilhamos com qualquer outro país e essa realidade histórica geográfica tem uma ilustração concreta também com nossa presença econômica; são mais de 850 empresas francesas no Brasil, que emprega mais de 500 mil brasileiros. A França é o décimo fornecedor do Brasil e o seu vigésimo primeiro cliente, as trocas comerciais entre os nossos países são intensas e vista sobre uma longa escala de tempo. Continua sendo muito dinâmica com uma progressão de 5% ao ano nos últimos 10 anos, o que mostra para nós franceses, que a crise que está vivendo o Brasil é um contexto conjuntural e que não deveria levar atores econômicos brasileiros ou franceses a deixarem de atuar no comércio bilateral. Temos total confiança na capacidade de resiliência e recuperação econômica brasileira e a ilustração dessa confiança são os investimentos diretos da França no Brasil; em 2015 foram de 1,7 milhões de dólares. Áudio completo da palestra em www.rotarysp.org.br/podcast.

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