O RCSP recebeu como palestrante do dia em 21/09/2016 em sua 11.ª Reunião Ordinária do Ano Rotário 2016-17, o Diretor Regional do Senai-SP e Superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, que falou sobre  o “Sesi e Senai”, confira.

Sempre me interessa e me alegra muito falar sobre a educação e a formação profissional, principalmente, em momentos como esse em que as avaliações feitas sobre a educação básica brasileira não são boas e a posição do Brasil nesse ranking sequer nos deixa confortáveis. Falando sobre o Sesi e  o Senai  numa atuação voltada à industria; trabalhamos tanto na educação básica como na formação profissional e do nosso ponto de vista não se pode separar os segmentos porque a evolução dos postos de trabalho na indústria tem dependido muito de uma educação básica de qualidade, isso significa que só podemos construir os profissionais do futuro sobre uma base sólida da educação básica.

Em razão disso, muitos municípios pedem a presença do Senai, de uma escola do Senai e costumo dizer aos prefeitos dessas cidades que eles fariam muito bem para a educação profissional se fizessem uma boa educação de base porque é sobre ela que vamos focar para construir as ocupações que virão, as ocupações do futuro, adequando o ensino e a preparação às mudanças constantes que não param, às necessidades de um ensino cada vez mais moderno e atual.

Na gestão do atual presidente da FIESP Paulo Skaf, ao definir o lema “crescem as pessoas, cresce o Brasil’, definiu-se a partir daí o foco que a indústria paulista teria no apoio ao desenvolvimento de uma educação boa e de qualidade. O Senai trabalhava com o ensino técnico, além da aprendizagem e com ensino técnico pós médio, porque nós não conseguíamos desenvolver os conceitos ligados às profissões como automação de manufatura, mecatrônica e tantas outras sobre um indivíduo que tinha pouca formação e não uma formação completa de educação básica do fundamental ao médio. Descobrimos também que essas pessoas mesmo tendo concluído o ensino médio, esse ensino médio não garantia uma base sobre a qual pudéssemos construir as profissões num processo de simples continuidade. Então o SESI que até 2006 só tinha o ensino fundamental, passou por uma redefinição da federação das indústrias e passou a oferecer também o ensino médio e de tal forma que ele pudesse ser articulado com o SENAI de maneira que começamos então a monitorar esse ensino, por entendermos que como não tínhamos como influenciar ou atuar com a educação pública por questões tanto de autoridade como de competência, percebemos que o próprio Senai em continuidade a uma educação iniciada pelo Sesi, podíamos fazê-lo, proporcionar desde a educação básica, um ensino médio de qualidade, terminando por proporcionar aos jovens uma segura formação profissional de nível técnico, de forma a inserir com maior efetividade esses jovens na indústria e mercado de trabalho. E o resultado são os melhores possíveis, hoje depois do ensino médio de três anos, recebemos alunos nos cursos de formação profissional, de eletrônica, mecatrônica, na área têxtil, enfim, em vinte e nove setores industriais com uma formação muito melhor do que nós recebíamos quando trabalhávamos com aluno pós médio. Visando contribuir com a educação profissional; construímos essas habilitações e competências. Essa interação nos possibilitou incluir no ensino médio no Sesi, reformulamos o currículo do ensino fundamental, 1º e 2º ciclo o que significou mais do que uma reforma, uma revolução. Rompemos com a questão das disciplinas para organizar nosso ensino por área de conhecimento, com linguagens direcionadas às ciências humanas, da natureza, envolvendo química, física, e biologia e matemática.. Áudio completo em www.rotarysp.org.br/podcast.

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