"Redefinindo o Brasil"

No mundo das ideias, 100% de tudo o que se relaciona a política, requer a existência de ideias. Desde a ideia de estado, de nação, de pátria, de governo, de moeda, de controle, de subserviência, enfim, tudo remete ao mundo das ideias. Então temos que nos transportar para o mundo das ideias para começarmos a entender os problemas estruturais do Brasil. Isso torna a realidade muito mais fácil, muito mais atingível. Hoje, como sociedade cuja classe política deveria estar falando, todos os temas que tem nos afetado, tende a se repetir; a almejada estabilização nos assombra há pelo menos 120 anos. A estabilização política é contumaz para o nosso progresso e como ela afeta diretamente cada governo. Há muito tempo atrás um sujeito chamado Platão observava a instabilidade política que existia em todas as cidades estados do Peloponeso na Grécia antiga e desenvolveu a teoria do ciclo, nomeando e definindo os momentos políticos de cada Cidade- Estado. Naquele momento da história o poder era concentrado, saia de uma situação de anarquia e se concentrava na mão de um monarca que tinha por missão estabelecer a paz e a ordem. Então saímos de uma situação de anarquia, quando um monarca salvador da pátria estabelecia a lei e a ordem. Esse monarca perdura no tempo e se torna um tirano, se torna ilegítimo e uma vez tirano, quem é que surge para resgatar o poder? Aristocracia, os cidadãos do bem; pessoas com interesses políticos. A aristocracia quando perdura no governo se transforma em uma oligarquia, ou seja, ela só começa a visar o bem próprio e pior, é ilegítima. Não conseguindo permanecer por falta de aceitação, vimos surgir à democracia, o poder do povo que vem remover os oligarcas. Mas a democracia também pode se perverter e o Brasil está passando por isso agora, significa que ninguém está no comando. Não temos poderes legítimos no comando, não temos um líder de fato no comando, o que resulta nas hordas, nas massas descoordenadas que começam a fragmentar o poder; essa tem sido nossa história. Muito preocupados em simplesmente eleger o próximo governo, não mudamos o Estado como deveríamos e a sonhada estabilização política não é alcançada. As dificuldades nesse sentido vão perdurar porque temos um executivo muito forte, mas sem um defensor do Estado, da sociedade e da constituição. Podemos escolher dois caminhos, ou melhoramos o presidencialismo tirando o poder do presidente transferindo para os governos de Estado tal qual é nos Estados Unidos ou mudamos de regime e assim, nos fica uma pergunta: existem ditaduras que são descentralizadas e fragmentadas de poder? Quanto mais alto nosso IDH mais fragmentado é o poder, mais descentralizado é o poder, menos in- tromissivas são as constituições, maior é a validação popular para todos os poderes, mais legítimas serão as instituições e mais estável e duradouro é o poder e com a estabilidade temos a prosperidade.

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