"Economia Global e Investimentos"

Falar sobre investimentos num momento bastante difícil e de mudanças importantes, não só internamente mas também a nível internacional, é naturalmente um desafio. Temos uma percepção do que pode acontecer; fazer previsões é uma coisa que dá mais certo com cartomantes, mas vamos tentar encontrar alguma coisa que nos possa ser útil. Falando um pouquinho dos EUA, a nação mais importante da economia mundial que acabou de eleger Donald Trump como seu presidente, esse fato pode vir a ser uma surpresa positiva já que todo mundo espera dele coisas bastantes ruins, pode ser que nos surpreendamos com o que ele possa vir a fazer nos EUA. A recuperação do PIB americano já é visível, de fato está havendo um crescimento bastante importante no PIB americano nos anos recentes e a tendência é que se mantenha. Os números atuais nos mostram que a inflação americana está praticamente contida, o que deve naturalmente provocar uma elevação de juros do FED agora em dezembro, eventualmente no começo de janeiro, dando continuidade a eliminação da oferta da economia como tem sido feito até então. Sobre a questão dos juros dos títulos americanos, quando a taxa cai é sinal de uma procura maior de investidores por estes títulos, o que reflete na questão do nível de emprego, ou seja, não agrícola, por isso dá para mostrar que de fato houve uma recuperação bastante intensa e uma manutenção na taxa do emprego. Na bolsa de valores de Nova Iorque, apesar da perspectiva inicial negativa, o Dow Jones mostra certa recuperação respondendo positivamente a eleição do Trump, devendo se manter. Passando para Europa que continua a preocupar por conta não só da questão da saída da Inglaterra ou da Grã Bretanha da União Europeia, mas eventualmente pela questão da Itália agora com a eleição do Matteo Renzi, pode ser que haja alguma perturbação. Mesmo assim, temos o crescimento do PIB que registra ligeira recuperação com manutenção do crescimento. A Europa, um pouquinho mais vagarosa que os EUA, tem mostrado um desempenho bastante importante e atingindo países periféricos como a Espanha por exemplo. A inflação por lá está contida e os sinais de melhora começam a aparecer, o que deve fazer com que o banco central europeu provavelmente elimine a política de inundação de dinheiro na economia como tem feito até agora, aliás, a mesma política do banco central americano. No caso da Ásia, citando as duas economias mais importantes, o Japão e a China, vemos que a inflação apresenta níveis diferentes, tanto o PIB do Japão quanto o da China estão convergindo para baixo, mas o do Japão se elevando um pouquinho. Quanto ao Brasil, testemunhamos uma certa maluquice. Nosso índice Bovespa oscila a cada dia sem coerência; conforme a notícia da vez, do dia, a bolsa sobe ou cai, sem qualquer motivo aparente e isso afeta diretamente o comportamento do dólar por aqui, uma vez que não dá para aproveitar a flutuação sem saber quando vai subir ou cair e desse comportamento dependem nossas indicações de investimentos. A questão do dólar e do real mostra uma elevação bastante sensível nos últimos meses, mas a tendência não é de continuidade, pelo contrário. Já tivemos uma queda importante e à medida que o Trump assuma, os juros americanos devem se elevar ajudando a situação brasileira. O dólar deve continuar a se depreciar lentamente, até por conta do fluxo do dinheiro externo que assim poderá vir para o Brasil. Um dos nossos problemas é a questão do superávit primário que vem caindo, deixando-nos sem dinheiro sequer para pagar as contas, quanto para pagar os juros da dívida brasileira; a questão fiscal é nosso maior entrave. O Brasil sempre foi o país da renda fixa, que deverá continuar a ser uma parcela importante do dinheiro dos investidores. Quando falo da renda fixa, falo de debêntures incentivadas que tem um prazo de investimento mais ou menos longo de 5 anos, mas tem isenção de imposto de renda e eventualmente uma taxa interessante, já LCIs, LCAs, CRIS, CRAS sem a mesma liquidez, têm um bom rendimento e são isentas de imposto de renda. Com outros ativos como os CDBs pré fixados, oferecidos pelos bancos, temos um certo limite de garantia. Produtos de liquidez como tesouro direto e fundos de DI e similares também são boas opções de investimento.

Áudio completo em www.rotarysp.org.br/podcast

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