"História do Livro"

A comunicação humana começou a se desenvolver desde os primeiros tempos e diante da necessidade de preservar todo tipo de informação, a evolução da humanidade levou à sociedade o surgimento da escrita que encerrou a pré-história, que compreende toda atividade humana desde a sua origem. Os especialistas consideram o alfabeto fenício como o primeiro a ser usado mais amplamente. Entretanto, foram os gregos que desenvolveram o alfabeto escrito da esquerda para a direita, que foi assimilado pelos romanos, ficando então estabelecido o alfabeto latino, usado hoje em dia. Para enfrentar o desafio de preservar e transmitir a cultura, foi necessário encontrar meios de assegurar a conservação do suporte material e a integridade do conteúdo.
Quanto aos materiais efetivamente utilizados para escrever, num primeiro momento, predominaram a pedra, a casca de árvore e folhas de plantas, entre outros. A seguir, tabuletas de argila, peles, pano, papiro, pergaminho, seda, papel e finalmente plásticos. O livro é certamente um feito único, uma ferramenta definitiva que permitiu a conservação e difusão do progresso da humanidade, sua história e suas crenças.
Tem também facilitado o intercâmbio de informações a todos os níveis, permitindo o desenvolvimento de formas de comunicação muito importantes entre as pessoas. Além disso, é comum entre os estudiosos levar o conceito do livro até os primórdios da humanidade, falando assim, do livro pré-histórico que data de 5.000 A.C.; a palavra livro vem do latim liber, libri. Na idade média, o material mais usado na Europa foi o pergaminho.
Um conjunto de folhas de pergaminho era costurado e encadernado formando códices, os quais foram evoluindo até se transformarem nos livros que hoje conhecemos.
Também na idade média, a igreja católica como a instituição predominante na transmissão e preservação da cultura. Nos mosteiros, autênticos centros culturais na época, a leitura era promovida e inclusive a conservação dos manuscritos e códices. No decorrer da idade média foi melhorando o acabamento dos códices, ficando mais cuidadosa sua apresentação, assim como as ilustrações e motivos ornamentais. Dois fatos fundamentais para o livro aconteceram a partir dos séculos XI e XII: a introdução do papel na Europa e as primeiras universidades. Convém mencionar que o papel foi inventado no norte da China no ano 150 A.C e só depois de mil anos teve sua introdução na Europa. Com a melhoria na fabricação, o papel tornou-se mais resistente, mais barato e mais rápido de ser fabricado do que o pergaminho. Assim, seu uso se generalizou e a partir do século XV substituiu os suportes até então usados. O livro impresso é um grande passo na história da humanidade. A edição dos primeiros livros produzidos pela imprensa no século XV, ainda imitavam os códices no formato e na encadernação, mas eram editados com papel, em vez do papiro ou pergaminho manuscrito. Também nesse século, os chineses já tinham conseguido aperfeiçoar seu sistema de composição e impressão tipográfica. No entanto, considera-se que a impressão moderna foi criada em Estrasburgo por Johannes Gensfleisch Gutenberg, a partir da adaptação de uma prensa de uva renana e usando tipos móveis de chumbo. Embora se diga que Gutenberg foi o verdadeiro pai da tipografia, também têm sido propostos outros nomes tais como: o do holandês Lorenço Koster, do Johann Mendel também de Estrasburgo, do belga Johannes Brito e do italiano Panfilo Castaldi. Quanto ao livro eletrônico, nos últimos anos do século XX havia nas grandes feiras internacionais do livro, inclusive na maior de todas, a Buchmesse de Frankfurt na Alemanha, uma enorme preocupação sobre o impacto danoso que o livro eletrônico causaria na indústria editorial. Entretanto, passados mais de 20 anos, o impacto temido quase nada atingiu a indústria mundial do livro e por muitos anos vamos tê-lo na forma tal e qual é hoje.

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