"Dez medidas contra a corrupção"

Padre Antonio Vieira já dizia em 1655 em seu “Sermão do Bom Ladrão”: “Não são ladrões só aqueles que furtam carteiras, bolsas ou fazem arrastões. Os ladrões que mais própria e dignamente merecem esse título são os governantes de diferentes esferas ou poderes que, de modo dissimulado e valendo-se de sua posição, roubam e despojam a nação. Aqueles ladrões de galinha roubam um homem; estes ladrões do colarinho branco roubam as cidades, os estados e o país. Aqueles furtam debaixo de seu risco; estes sem qualquer temor, nem perigo. Aqueles, se roubam, vão para a cadeia; estes roubam, punem a sociedade e garantem sua própria impunidade.” e os Versos populares, da época do reinado de D. João VI no Brasil, 1816-1822 diziam que “Quem furta pouco é ladrão; quem furta muito é barão; quem mais furta e esconde; passa de barão a visconde”. Jamais essas ideias fizeram tanto sentido no Brasil, como nos dias que estamos vivendo. Em pesquisa feita com 8.718 participantes de 121 empresas sobre o “perfil ético dos profissionais das corporações brasileiras” considerando a pressão dos superiores, as metas e prazos desproporcionais, a autonomia considerando-se aí o poder de decisão e os mercados corrompidos, apresentou o seguinte resultado quanto ao “perfil ético dos profissionais de corporações: 8% consideraria a possibilidade e 53% se deixariam corromper, enquanto 39% não consideraria a possibilidade. Quanto a ser “subornado”, levando em conta a visão de crime, sem vítimas; a banalização da prática, a falta de senso de pertencimento e a insatisfação com o progresso da carreira x reconhecimento resultou que 2% consideraria, 50% dependeria da circunstância e 48% não consideraria a possibilidade. Estudo do IBOPE de 2006 sob o tema “Corrupção na política: eleitor vítima ou cúmplice?, constatou que “o eleitorado sistematicamente indica repúdio aos atos ilícitos que atribui claramente à classe política brasileira, mas enxerga-se razoavelmente honesto, ao mesmo tempo em que pratica ou aceita uma diversidade de transgressões à lei no seu cotidiano.” O que todos almejam hoje face aos acontecimentos que temos visto, às ações da Lava Jato, é que sejam implementadas leis e práticas que livre a sociedade da corrupção através de dez medidas que o Ministério Público defende, propôs e para o que espera contar com o apoio de toda a sociedade, para que efetivamente venham a se tornar leis. Queremos prevenir a corrupção e contar com um futuro limpo, porém, isso não basta. Além do fim da impunidade, queremos também a punição dos corruptos, assim como a devolução dos valores desviados aos cofres públicos e à sociedade. As medidas defendidas pelo MPF são: - prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação; - criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos; - responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2; - aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores; - celeridade nas ações de improbidade administrativa; - prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado; - recuperação do lucro derivado do crime; - ajustes nas nulidades penais , - eficiência dos recursos no processo penal e, por fim, a reforma do sistema de prescrição penal. Conclamamos a sociedade à participação nessa luta. O Ministério Público acredita que as mudanças dependem da ação de cada cidadão e como líder na formulação de propostas, na colheita de assinaturas e no acompanhamento da tramitação dessas propostas no Congresso, onde há muito convivemos com uma crise de representação. Dos atuais 513 deputados exercendo mandato, temos apenas 35 deputados que se elegeram com a própria votação e isso só contribui para essa falta de representatividade do eleitor, do cidadão. É difícil mudar isso? Sim, mas não impossível. Max Weber dizia que “o homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível” e Nelson Mandela que “sempre parece impossível até que seja feito”. Devemos usar as redes sociais e lançar mãos de toda possibilidade que tivermos para nos fazer ouvir. Precisamos amar o Brasil e não o deixar e isso depende de cada um de nós. Contatos Dr.ª Thamea Danelon através do twitter @thameadanelon, e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e FB https://m.facebook.com/thameadanelon/

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