"Dia Internacional da Mulher"

Vivemos a terceira grande revolução da humanidade com as novas tecnologias que têm mudado o mundo, temos acesso ao pleno conhecimento. Estamos aqui, mas podemos chegar em casa e entrar em espaços e grupos de várias universidades no mundo inteiro. Houve um tempo e sou desse tempo que nós escrevinhávamos tudo. Era o papel. Hoje, quando entro numa classe e falo “olha não sei como escrever o sobrenome desse autor” ou então não sei se este livro está esgotado, imediatamente alguém já pega um celular e já me passa todas as informações. Pega a bibliografia digital e informe de imediato. Então hoje já estamos em outro mundo em que a universidade ou abre as portas para essa nova realidade ou simplesmente ela não tem porque existir mais. Passando por uma universidade como Mackenzie, uma USP ou São Francisco a gente tem a ideia de que está na idade média, esquecendo que hoje o fundamental é o diálogo, principalmente entre universidade e comunidade porque os temas como este que vamos tratar hoje, são tratados em universidades. A questão de gênero, a questão de festividade, tradições, o que é família, o que não é família. O que é organização, o que filantropia, o que é assistencialismo. Qual é a diferença entre uma e outra. Qual é a importância das parcerias como algo entre Rotary e uma universidade. Todos lucram, a comunidade principalmente, porque tem o respaldo daquela produção de conhecimento específico que fazemos lá. Mas dentro da minha linha de pesquisa que é a cultura e artes na contemporaneidade. Artes, pode parecer que não mas, algum dia vou ser sanfoneira em algum lugar. Gosto muito de acordeon, no qual me formei aos 11 anos e não segui a carreira sem mesmo saber o porque. Mas ainda acho que a arte é algo essencial em nossas vidas, ela dá sentido às nossas vidas, para aquilo que o intelecto não consegue se satisfazer, aí entra a arte em seus vários aspectos; ela é muito importante. E a cultura, porque a cultura é tudo. E o mais bonito de vivermos num país como o Brasil é a diversidade cultural na qual nós estamos imersos. Se sairmos de São Paulo e formos ao Amapá, ao Rio Grande do Sul, à Bahia, ao Rio de Janeiro, veremos universos completamente diferentes. Mas mesmo aqui em São Paulo se você vai à periferia ou fica aqui em Higienópolis, vemos mundos completamente diferentes. Essa diversidade cultural é um complicador quando a gente fala em dia internacional da mulher, eu prefiro chamar “dia das mulheres”. Aliás, as pessoas me dizem que nem deveria haver esse dia e em certo sentido eu concordo plenamente porque todos os dias são nossos dias, de homens e mulheres. Todos nós que temos uma responsabilidade com a família, com a comunidade de modo geral, com o clube ao qual nos associamos, temos dias de maior ou menor alegria, mas de realizações. Não existe ninguém por mais rico que seja, sabemos hoje que o capital mais importante que nós temos é o capital afetivo. Você pode ser milionário, se você não tiver um capital afetivo, você está morto. Você está isolado e mais do que isso. Mas aí alguém te diz, você tem face. Você pode ter 500 amigos, mas num clique tirar 499 e daí? Mas mais do que isso, nós precisamos ter o calor do outro, os olhos do outro, o apoio do outro e o que é o dia internacional da mulher? Na minha concepção, é o dia em que nós deixamos transparecer de maneira gritante talvez, o trabalho que milhares de mulheres tem desenvolvido além de ser Hera, ou seja, ser dona de casa. Vivemos numa sociedade patriarcal, para saber exatamente a origem disso, devemos visitar o olimpo. Peguemos Zeus, Hera, Afrodite. Aquilo lá veio antes da filosofia, não tem nada a ver ... Nunca se usou tantos arquétipos femininos do olimpo quanto hoje em dia na mídia. Qualquer novelinha, qualquer propaganda; qualquer shopping é montado de acordo com esses arquétipos femininos e masculinos. Isso significa que nós temos vários arquétipos femininos e masculinos numa mesma sociedade, mas mais do que isso, o interesse momentâneo histórico é determinados arquétipos em detrimento de outros. Então nós temos visões estereotipadas do que seja uma mulher, visões estereotipadas do que seja um homem. Afinal de contas, como dizia Freud: - “o que querem as mulheres?”. Eu perguntaria hoje, talvez ele mudasse alguma coisa, o que nós seres humanos queremos uns dos outros? Mulheres e homens. Respeito, afeto, cordialidade, compromisso e uma coisa fundamental, talvez a palavra que eu mais goste, entusiasmo. Entusiasmo por aquilo que se faz, estar de corpo inteiro naquilo que faz ao ponto de contagiar o outro com seu ideário.

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